#Polícia | A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quarta-feira (17/06) a Operação Golpe Fatal, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na prática dos golpes conhecidos como Falsa Central Bancária e Mão Fantasma. A ação é coordenada pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), por meio do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF).
A operação conta com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, além das Polícias Civis dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Ao todo, estão sendo cumpridos 16 mandados de prisão temporária, 16 mandados de busca e apreensão e medidas de sequestro de aproximadamente R$ 500 mil em bens e valores dos investigados.
Idosa perdeu cerca de R$ 500 mil
Segundo as investigações, uma idosa residente em Goiânia foi vítima do esquema criminoso após ser enganada por integrantes da organização, que se passaram por funcionários de uma instituição financeira.
Os criminosos convenceram a vítima de que sua conta bancária estaria sob risco e que seria necessário realizar procedimentos para proteger seus recursos financeiros. Sob forte pressão psicológica e acreditando estar seguindo orientações legítimas, a mulher realizou diversas transferências bancárias.
O prejuízo estimado chega a aproximadamente R$ 500 mil.
Investigação aponta consequências trágicas
De acordo com a Polícia Civil, após descobrir que havia sido vítima de um golpe, a idosa sofreu forte abalo emocional. As investigações apontam que, diante do prejuízo financeiro e do impacto psicológico causado pela fraude, a vítima acabou tirando a própria vida. O caso gerou grande comoção e motivou um aprofundamento das investigações para identificar todos os envolvidos no esquema criminoso.
Como funcionavam os golpes
Conforme apurado pela polícia, os suspeitos atuavam por meio de duas modalidades criminosas bastante utilizadas atualmente:
Falsa central bancária
Nesse golpe, criminosos entram em contato com a vítima se passando por funcionários de bancos, alegando movimentações suspeitas, fraudes ou tentativas de invasão de conta.
Utilizando técnicas de engenharia social, convencem a pessoa a fornecer informações sigilosas ou realizar transferências para contas controladas pelos próprios golpistas.
Golpe da não fantasma
Já na modalidade conhecida como “Mão Fantasma”, os criminosos induzem a vítima a instalar aplicativos ou programas de acesso remoto em celulares e computadores.
Com isso, conseguem assumir o controle do dispositivo à distância, acessar contas bancárias e realizar movimentações financeiras sem o conhecimento da vítima.
Operação busca identificar outras vítimas
Além de responsabilizar os integrantes da associação criminosa, a Operação Golpe Fatal também tem como objetivo localizar possíveis outras vítimas do grupo e interromper a atuação da organização.
A Polícia Civil informou que os mandados estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, locais onde parte dos investigados foi identificada durante as apurações.
Alerta à população
A Polícia Civil reforça que instituições financeiras não solicitam senhas, códigos de segurança ou transferências para suposta proteção de contas bancárias.
Em caso de contato suspeito, a orientação é encerrar imediatamente a ligação, procurar os canais oficiais do banco e nunca instalar aplicativos indicados por desconhecidos.
A corporação também destaca a importância de denunciar tentativas de golpe para auxiliar no combate às fraudes eletrônicas, que têm feito milhares de vítimas em todo o país.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e apurar a extensão dos prejuízos causados pela organização criminosa.
Fonte: Polícia Civil






