Governo Federal sanciona novo piso nacional do magistério em R$ 5,1 mil

#Brasil | O Governo Federal sancionou nesta sexta-feira (19/06) a nova lei que estabelece o piso salarial nacional dos profissionais do magistério da educação básica em R$ 5.100,00 para jornada de 40 horas semanais. O novo valor representa um reajuste de 5,4% em relação ao piso de 2025, que era de R$ 4.867,77. A medida terá efeitos financeiros retroativos a janeiro de 2026 e beneficia profissionais da educação em todo o país.

Segundo o governo, o reajuste garante ganho real aos educadores, ficando cerca de 1,5% acima da inflação registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2025, que fechou em 3,9%.

Mais profissionais passam a ser contemplados

Além dos professores que atuam diretamente em sala de aula, a nova legislação amplia o conceito de profissionais do magistério.

Passam a ser contemplados também trabalhadores que exercem funções pedagógicas como:

  • Direção escolar;
  • Coordenação pedagógica;
  • Supervisão educacional;
  • Planejamento pedagógico;
  • Orientação educacional.

A medida busca reconhecer o papel desses profissionais no processo de ensino e aprendizagem.

Nova regra para reajustes anuais

A legislação também altera a forma de cálculo dos reajustes do piso nacional.

A partir de agora, o valor será atualizado anualmente pelo Ministério da Educação (MEC), sempre até o último dia útil de janeiro.

O cálculo passará a considerar dois indicadores:

  • A variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC);
  • Metade da média de crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) nos cinco anos anteriores.

Limites para os reajustes

A nova regra estabelece mecanismos para garantir equilíbrio entre valorização profissional e capacidade financeira dos entes federativos.

Pelo texto sancionado:

  • O reajuste não poderá ser inferior à inflação medida pelo INPC;
  • O aumento também não poderá ultrapassar a variação das receitas do Fundeb registrada entre os dois anos anteriores.

Em 2025, seguindo critérios semelhantes, o reajuste aplicado ao piso nacional foi de 6,27%.

Mais transparência nos cálculos

Outra novidade prevista na legislação é a ampliação da transparência na definição do piso.

O Ministério da Educação será obrigado a divulgar anualmente a memória de cálculo utilizada para definir o reajuste, incluindo:

  • Dados das receitas do Fundeb;
  • Índices econômicos utilizados;
  • Metodologia aplicada;
  • Série histórica dos cálculos.

As informações deverão ficar disponíveis em plataforma de dados abertos para consulta pública.

Financiamento garantido pelo Fundeb

A lei reafirma que o financiamento do piso salarial continuará sendo sustentado pelos recursos constitucionais destinados à educação, especialmente aqueles vinculados ao Fundeb.

O texto também destaca que a valorização dos profissionais da educação deve respeitar os percentuais mínimos de investimento no setor estabelecidos pela legislação brasileira.

Educação infantil também é contemplada

A nova norma amplia a proteção para profissionais contratados temporariamente e reforça o reconhecimento dos trabalhadores da educação infantil.

O governo destaca que as atividades de cuidar, brincar e educar fazem parte do processo pedagógico e devem ser consideradas dentro das políticas de valorização profissional.

Impacto para a educação

A atualização do piso nacional do magistério é considerada uma das principais medidas de valorização dos profissionais da educação básica.

A expectativa é que o reajuste contribua para fortalecer a carreira docente, melhorar as condições de trabalho e incentivar a permanência de profissionais qualificados nas redes públicas de ensino em todo o país.

Com a nova legislação, estados e municípios deverão adequar os vencimentos dos profissionais contemplados, observando as regras estabelecidas pela lei e os recursos disponíveis para financiamento da educação.

Fonte: Agência Brasil