#Brasil | A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (08/09) um novo medicamento para a prevenção das crises de enxaqueca em adultos. O Aquipta, cujo princípio ativo é o atogepanto, passa a ser uma nova opção de tratamento oral para pacientes que enfrentam episódios frequentes da doença.
De acordo com a Anvisa, o medicamento é indicado para adultos que apresentam pelo menos quatro episódios de enxaqueca por mês.
O atogepanto atua especificamente em uma via relacionada à transmissão da dor e também contribui para prevenir o surgimento das crises. Estudos avaliados pela agência apontaram redução significativa no número de dias em que os pacientes apresentaram enxaqueca ao longo do mês.
O registro do medicamento foi solicitado pela ABBVIE Farmacêutica e a aprovação foi formalizada por meio de resolução publicada no Diário Oficial da União.
Nova alternativa para prevenção
Segundo a Anvisa, embora já existam diferentes medicamentos utilizados na prevenção da enxaqueca, parte dessas opções não atua diretamente sobre os mecanismos envolvidos no desenvolvimento da doença.
Nesse contexto, o Aquipta representa uma alternativa de tratamento oral voltada especificamente à prevenção das crises.
A aprovação do registro, no entanto, não significa que o medicamento deva ser utilizado por conta própria. A indicação, a dose e a avaliação sobre a necessidade do tratamento devem ser feitas por um profissional de saúde, considerando as características e o histórico de cada paciente.
Enxaqueca afeta milhões de pessoas
A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça, geralmente de intensidade moderada a forte. Os episódios podem vir acompanhados de náuseas, vômitos e maior sensibilidade à luz e aos sons.
Segundo dados apresentados pela Anvisa, a doença atinge aproximadamente 15% da população mundial e pode provocar impactos importantes na rotina, no trabalho, nos estudos e na qualidade de vida.
A nova opção terapêutica aprovada no Brasil é destinada à prevenção, ou seja, busca reduzir a frequência das crises ao longo do tempo, e não substituir necessariamente os medicamentos utilizados para aliviar uma crise já instalada.
A disponibilidade comercial e as condições de acesso ao medicamento no país seguem as etapas regulatórias e comerciais posteriores ao registro.
Fonte: Agência Brasil






