#Luto | Morreu neste domingo (28/12), aos 91 anos, a atriz Brigitte Bardot, um dos maiores ícones do cinema francês e referência mundial de beleza, liberdade e protagonismo feminino no século 20. A informação foi confirmada por autoridades francesas. A causa da morte não foi divulgada, mas a atriz enfrentava problemas de saúde nos últimos meses e estava internada em um hospital no sul da França, onde passaria por um procedimento cirúrgico.
O presidente da França, Emmanuel Macron, lamentou a morte da artista em publicação nas redes sociais. “Seus filmes, sua voz, sua fama deslumbrante, sua generosa paixão pelos animais e seu rosto que se tornou Marianne personificavam uma vida de liberdade. Brigitte Bardot foi um brilho universal. Perdemos uma lenda do século”, escreveu.
Carreira e estrelato
Nascida em Paris, em 1934, Brigitte Bardot iniciou a carreira ainda jovem como modelo, aos 15 anos, após estampar a capa da revista Elle. O sucesso abriu caminho para o cinema. Sua estreia nas telas aconteceu em 1952, no filme Le Trou Normand, seguida por Manina, a Moça Sem Véu, produção que chamou atenção por sua ousadia para a época.
O estrelato internacional veio em 1956, com o filme “E Deus Criou a Mulher”, dirigido por Roger Vadim, então seu marido. A produção transformou Bardot em um símbolo sexual mundial, influenciando comportamentos, moda e a imagem da mulher moderna.
Ao longo da carreira, atuou em dezenas de produções francesas, italianas, inglesas e norte-americanas, consolidando-se como uma das grandes estrelas do cinema europeu. Entre os trabalhos mais marcantes estão “O Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard, além de filmes ao lado de nomes como Alain Delon, Marcello Mastroianni, Anthony Perkins e Sean Connery.
Relação com o Brasil
Em 1965, Brigitte Bardot esteve no Brasil durante um relacionamento com o brasileiro Bob Zagury. A passagem pela cidade de Búzios (RJ) ganhou repercussão internacional e ajudou a projetar o balneário no cenário turístico mundial. Em homenagem, o município mantém até hoje uma estátua da atriz na orla.
Ativismo e últimos anos
O último filme de Bardot foi lançado em 1973, quando decidiu abandonar definitivamente a carreira artística para se dedicar à defesa dos animais, causa que marcou profundamente sua vida. Ela fundou a Fundação Brigitte Bardot, reconhecida internacionalmente por ações em prol da proteção animal.
Apesar do reconhecimento por seu ativismo, a atriz também se envolveu em polêmicas nos últimos anos, incluindo condenações judiciais por declarações consideradas racistas e apoio público a figuras da extrema direita francesa.
Legado
Brigitte Bardot deixa um filho, duas netas e uma bisneta. Seu legado ultrapassa o cinema: ela se tornou símbolo de uma era, de liberdade feminina e de engajamento social, permanecendo como uma das figuras mais marcantes da cultura francesa e mundial.
Fonte: Agência Brasil | Foto: Reuters






