#Brasil | O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta terça-feira (01/07), o Plano Safra 2025/2026 com um volume recorde de recursos: R$ 516,2 bilhões para o financiamento da agricultura e da pecuária empresarial no Brasil. O anúncio foi feito durante cerimônia no Palácio do Planalto e representa um aumento de R$ 8 bilhões em relação ao ciclo anterior.
Desse total, R$ 447 bilhões serão destinados a grandes produtores rurais e cooperativas, enquanto R$ 69,1 bilhões atenderão agricultores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Os recursos serão utilizados em operações de custeio, comercialização e investimentos, com condições específicas de acordo com o perfil do beneficiário.
“O grande sucesso não é só o aumento da capacidade produtiva ou a abertura de novos mercados, mas sim o aprendizado coletivo de que preservar a natureza é fundamental para produzir mais e melhor”, afirmou Lula, destacando a importância do equilíbrio entre produção e sustentabilidade.
Incentivo à produção sustentável
Do montante total, R$ 414,7 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização, enquanto R$ 101,5 bilhões vão para investimentos em tecnologia e estrutura rural. Os juros variam entre 8,5% e 14% ao ano, com condições diferenciadas para produtores que adotarem práticas sustentáveis — como redução de até 0,5 ponto percentual nas taxas.
Além disso, o governo ampliou a exigência do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) como critério para concessão de crédito, medida que visa evitar financiamentos em áreas ou períodos com alto risco climático. A recomendação, antes restrita ao Pronaf, agora se aplica a financiamentos acima de R$ 200 mil.
Outra novidade é a expansão do subprograma RenovAgro Ambiental, que passa a incluir financiamento para prevenção de incêndios, recuperação de áreas degradadas e aquisição de caminhões-pipa. A proposta é fortalecer a resiliência ambiental nas propriedades rurais.
Medidas de apoio ao produtor
O novo Plano Safra também promove mudanças que ampliam o acesso ao crédito. O limite de renda anual para enquadramento no Pronamp passou de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões, o que permitirá que mais médios produtores se beneficiem das linhas de financiamento com juros menores.
O governo também autorizou o financiamento de rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da contratação do crédito, garantindo mais flexibilidade para o produtor. Já os programas ModerAgro e InovAgro foram unificados, com aumento no limite para investimentos em granjas e estruturas tecnológicas no campo.
No programa de armazenagem (PCA), o limite de capacidade por projeto subiu de 6 mil para 12 mil toneladas, com o objetivo de ampliar a infraestrutura de estocagem e facilitar o escoamento da produção rural.
Complemento com Agricultura Familiar
Na véspera, o presidente Lula já havia anunciado o Plano Safra da Agricultura Familiar, com R$ 89 bilhões destinados a pequenos produtores. Esse recurso contempla condições especiais para incentivo à produção de alimentos saudáveis, adoção de bionsumos, sociobiodiversidade e transição agroecológica.
Com os dois anúncios, o governo federal soma R$ 605,2 bilhões em apoio ao setor rural para o próximo ciclo agrícola. “Estamos dando passos importantes para que o Brasil continue sendo um líder na produção de alimentos, mas também um exemplo em sustentabilidade”, reforçou Lula.
O novo Plano Safra entra em vigor nesta terça-feira (1º) e valerá até 30 de junho de 2026. O governo também sinalizou que está aberto ao diálogo com o setor para ajustes e novas medidas que fortaleçam ainda mais o agronegócio nacional.
Fonte: Agência Brasil | Foto: Marcelo Camargo/AB






