Governo estuda aumentar limite de faturamento do MEI para até R$ 140 mil por ano

#Brasil | O Governo Federal estuda elevar o limite anual de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) dos atuais R$ 81 mil para um valor entre R$ 130 mil e R$ 140 mil. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (26/06) pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Segundo o ministro, a proposta deverá ser encaminhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional nos próximos dias e busca atualizar o teto do MEI, que permanece sem reajuste desde 2018.

Caso seja aprovada pelos parlamentares, a mudança será implantada de forma gradual entre os anos de 2027 e 2028.

Atualização busca recompor inflação

De acordo com Bruno Moretti, o objetivo é corrigir a defasagem causada pela inflação acumulada ao longo dos últimos anos.

“O teto do MEI está estagnado desde 2018. Estamos trabalhando com a perspectiva de atualizar esse teto para um patamar entre R$ 130 mil e R$ 140 mil, que representa aproximadamente a reposição da inflação”, afirmou o ministro.

Ele destacou ainda que a implementação ocorrerá de maneira escalonada para preservar o equilíbrio das contas públicas.

“Fazendo isso de forma gradual, conseguimos absorver os impactos fiscais sem comprometer as finanças do governo”, explicou.

O que muda para o microempreendedor

Se a proposta for aprovada, milhares de empreendedores poderão continuar enquadrados como MEI mesmo com faturamento superior ao limite atual.

Hoje, quem ultrapassa o teto anual de R$ 81 mil precisa migrar para outro regime tributário, geralmente o Simples Nacional, passando a cumprir novas obrigações fiscais e contábeis.

Com a ampliação do limite, pequenos negócios que cresceram nos últimos anos poderão permanecer no regime simplificado por mais tempo.

Fonte: Agência Brasil

Benefícios do MEI

Criado para estimular a formalização de trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores, o MEI oferece diversas vantagens, entre elas:

  • Emissão de nota fiscal;
  • CNPJ próprio;
  • Tributação simplificada;
  • Cobertura previdenciária;
  • Acesso facilitado a linhas de crédito;
  • Possibilidade de contratar um funcionário.

O modelo se tornou uma das principais portas de entrada para a formalização de pequenos negócios no Brasil.

Medida ainda depende do Congresso

Apesar do anúncio, a alteração ainda não está em vigor.

O projeto precisará ser enviado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional, onde será analisado por deputados e senadores antes de seguir para eventual aprovação.

Somente após a conclusão da tramitação legislativa e sanção presidencial o novo limite poderá passar a valer.

Até lá, permanece vigente o teto anual de R$ 81 mil para enquadramento como Microempreendedor Individual.

A expectativa do governo é que a atualização acompanhe a evolução da economia, reduza a defasagem acumulada nos últimos anos e permita que pequenos empreendedores continuem crescendo sem perder os benefícios oferecidos pelo regime do MEI.