#Saúde | Goiás registrou a segunda morte por dengue em 2025, conforme o Painel de Monitoramento das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO). O caso aconteceu em Mozarlândia, no Norte do Estado, vitimando um homem de 67 anos com comorbidades. A primeira morte foi registrada em Heitoraí, na região Central de Goiás, mas o perfil do paciente não foi divulgado.
Atualmente, 13 mortes ainda estão sob investigação, com maior concentração em Goiânia (5) e Mozarlândia (2). Outros municípios também têm óbitos suspeitos: Cachoeira Alta, Ceres, Montes Claros de Goiás, Nova Crixás, Santa Helena de Goiás e São Simão.
Apesar da gravidade da situação, a SES-GO informou que houve uma queda de 78% no número de casos confirmados e notificados em relação ao mesmo período de 2024. Até a manhã desta quinta-feira (06/02), Goiás já havia registrado mais de 13 mil notificações de dengue e 6,1 mil casos confirmados.
Estado de emergência
O avanço da dengue colocou 28 municípios goianos em estado de emergência devido à alta incidência da doença. Para essa classificação, considera-se a relação entre o número de habitantes e os casos confirmados. Além disso, 158 municípios estão em estado de alerta, e outros 60 monitoram a possibilidade de agravamento do surto.
Segundo a SES-GO, um município entra em estado de emergência quando registra quatro semanas consecutivas com altos índices de casos. Já o estado de alerta ocorre quando o número ultrapassa esse limite, mas depois cai rapidamente, sem constância.
As autoridades de saúde reforçam que a melhor forma de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya é a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. Atualmente, 75% dos focos do mosquito estão dentro das residências, segundo a SES-GO.
Para conter a proliferação, agentes de combate a endemias têm intensificado visitas domiciliares e o manejo ambiental, como a retirada de lixo. O uso do fumacê, comum em anos anteriores, está sendo aplicado apenas em situações emergenciais, pois tem baixa eficácia devido a muros altos e árvores próximas às casas.
Diante da nova morte e do aumento de municípios em estado de emergência, as autoridades recomendam que a população redobre os cuidados com a água parada e elimine qualquer possível criadouro do mosquito.