#Brasil | A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) confirmou o primeiro caso de gripe aviária do tipo H5N1 em aves domésticas no estado. O foco foi identificado em uma criação de subsistência no município de Quixeramobim, localizado no sertão central cearense. A ocorrência representa a primeira do tipo no território cearense.
Segundo a Adagri, a propriedade foi imediatamente isolada, e as aves infectadas foram sacrificadas na manhã de sexta-feira (18), como parte do protocolo de erradicação previsto pelo Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP), após análise de amostras coletadas e enviadas em 8 de julho. A partir do foco detectado, a Adagri também iniciou o monitoramento de outras propriedades em um raio de 10 quilômetros para rastrear possíveis ligações com novas criações.
As autoridades sanitárias reforçam que não há risco para a população quanto ao consumo de carne de aves e ovos, desde que armazenados corretamente e procedentes de locais inspecionados. “Não existe transmissão do vírus por meio do consumo de produtos avícolas devidamente processados e cozidos”, esclareceu a agência.
Histórico no Brasil
Desde 2023, o Brasil vem registrando focos de gripe aviária, totalizando 181 ocorrências até o momento — sendo 172 em aves silvestres, 8 em criações de subsistência e apenas uma em granja comercial. Este único caso em produção industrial foi detectado em maio de 2024, em Montenegro (RS), e rapidamente controlado, permitindo que o país mantivesse seu status sanitário e retomasse as exportações.
Em junho e julho deste ano, novos focos domésticos foram identificados nos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul, além de um foco em aves silvestres no zoológico de Brasília.
As autoridades seguem em alerta e recomendam que criadores evitem o contato direto com aves doentes e comuniquem imediatamente qualquer suspeita aos órgãos sanitários.
Fonte: Agência Brasil | Reuters






