#Saúde | Um estudo iniciado pela Fundação do Câncer , divulgado nesta quinta-feira (27/03), aponta que o Brasil pode registrar um aumento de 21% nos casos de câncer colorretal até 2040. A projeção leva em conta fatores como o envelhecimento da população, hábitos de vida pouco elevados e a falta de programas eficazes de rastreamento da doença.
O estudo revela que as regiões que mais devem sofrer com o crescimento da incidência da doença são o Centro-Oeste (32,7%) e o Norte (31,13%) , enquanto o Sudeste apresentará o menor percentual de aumento (18%). Apesar disso, o Sudeste continua liderando o número absoluto de novos casos, com projeção de 38.210 registros da doença em 2040.
Atualmente, o câncer colorretal está entre os cinco tipos de câncer mais comuns tanto em homens quanto em mulheres no Brasil e no mundo. A expectativa é que 88% dos novos casos afetem pessoas com mais de 50 anos, um grupo considerado de maior risco.
Falta de rastreamento e desafios no Brasil
Diferente de países como os Estados Unidos e as nações europeias, o Brasil ainda não possui um protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal. No exterior, a colonoscopia costuma ser recomendada a cada 10 anos para pessoas assintomáticas acima de 50 anos.
No Brasil, os desafios incluem dificuldade de acesso a exames, infraestrutura precária em sistemas de saúde e baixa adesão da população , muitas vezes devido ao medo do diagnóstico e à falta de conscientização.
Ações para conter o avanço da doença
Para evitar o crescimento acelerado do câncer colorretal no país, a Fundação do Câncer recomenda:
🔹 Ampliação de programas de rastreamento, permitindo a detecção precoce da doença e aumentando as chances de tratamento eficaz.
🔹 Redução de desigualdades no acesso ao diagnóstico e ao tratamento, garantindo que todas as regiões tenham suporte adequado.
🔹 Adoção de hábitos de vida saudáveis, como uma alimentação balanceada, prática regular de atividades físicas e redução do consumo de tabaco e carne processada.
Especialistas alertam que exames como a colonoscopia e a pesquisa de sangue oculto nas fezes são fundamentais para reduzir a mortalidade da doença. No entanto, é essencial que o rastreamento seja acessível e incentivado em todas as regiões do país.
Com essas medidas, o Brasil pode evitar um aumento ainda mais expressivo nos casos de câncer colorretal e garantir um futuro mais saudável para sua população.
Fonte: Agência Brasil | Foto: Tomaz Silva