#Polícia | O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado (22/11) em Brasília. A Polícia Federal confirmou, por meio de nota oficial, o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão ocorre um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL) convocar pelas redes sociais uma vigília de orações nas proximidades da residência onde o ex-presidente estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto. O ato, segundo Moraes, poderia gerar tumulto, além de facilitar uma “eventual tentativa de fuga do réu”.

Decisão do STF
Na determinação que autorizou a prisão, Moraes ordena ainda a realização de audiência de custódia por videoconferência, marcada para este domingo (23), diretamente da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. O ministro também exigiu que Bolsonaro tenha atendimento médico em tempo integral, devido ao histórico de saúde do ex-presidente.
As visitas passam a depender de autorização prévia do STF, com exceção de advogados e da equipe médica responsável pelo acompanhamento clínico.
Defesa pede prisão domiciliar humanitária
Nesta sexta-feira (21/11), a defesa de Jair Bolsonaro ingressou com pedido para que Moraes concedesse prisão domiciliar humanitária, alegando que o ex-presidente possui doenças permanentes que exigem acompanhamento contínuo. Os advogados argumentam que uma eventual transferência para o presídio da Papuda poderia agravar o quadro clínico.
O pedido buscava impedir a remoção de Bolsonaro para o sistema prisional comum.
Condenação e descumprimento de medidas
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal relacionada ao Núcleo 1 da trama golpista. O STF já havia determinado sua prisão domiciliar após o descumprimento de medidas cautelares, como:
- uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
- proibição de acessar embaixadas e consulados;
- restrição de contato com autoridades estrangeiras;
- proibição de uso de redes sociais, direta ou indiretamente.
A expectativa é que as penas impostas aos condenados nessa ação, incluindo Bolsonaro, passem a ser executadas em breve.
O caso marca mais um capítulo da crise política e jurídica que envolve o ex-presidente e segue mobilizando autoridades e apoiadores em todo o país.
Fonte: Agência Brasil | Foto: Internet






