Banco Central reduz juros básicos para 14,5% ao ano em meio a tensões no Oriente Médio

#Brasil | O Banco Central do Brasil anunciou, nesta quarta-feira (29/04), uma nova redução na taxa básica de juros da economia. Por decisão unânime, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,5% ao ano. Esta é a segunda redução consecutiva dos juros e a decisão já era esperada pelo mercado financeiro.

A medida ocorre mesmo diante do cenário de incerteza internacional, principalmente por causa das tensões envolvendo a guerra no Oriente Médio, que tem pressionado os preços do petróleo, combustíveis e alimentos em todo o mundo.

Inflação e conflito internacional elevam cautela

Em comunicado oficial, o Copom destacou que o ambiente externo continua desafiador e que os próximos passos dependerão da evolução do conflito e dos seus reflexos sobre a inflação.

Segundo o Banco Central, a instituição seguirá acompanhando com serenidade os impactos do cenário internacional sobre os preços e sobre a economia brasileira.

A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, registrou alta de 0,89% em abril. No acumulado de 12 meses, o índice avançou para 4,37%, aproximando-se do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%.

A meta central de inflação permanece em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Crédito pode ficar mais barato

Com a queda da Selic, a tendência é de redução gradual dos juros cobrados em financiamentos, empréstimos e outras linhas de crédito, o que pode estimular o consumo, a produção e o crescimento da economia.

A taxa básica serve de referência para todo o sistema financeiro e influencia diretamente operações como financiamento imobiliário, crédito pessoal, cartão de crédito e investimentos em renda fixa.

Apesar do corte, a Selic segue em um patamar elevado, mantendo a política monetária em nível restritivo para conter pressões inflacionárias.

Mercado projeta crescimento moderado

O mercado financeiro estima que a economia brasileira tenha crescimento de 1,85% em 2026, enquanto o Banco Central mantém projeção de expansão de 1,6% do PIB.

A expectativa agora se volta para as próximas reuniões do Copom, que devem definir se o ciclo de queda dos juros continuará nos próximos meses.

Fonte: Agência Brasil