#Brasil | A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai discutir, no próximo dia 29 de abril, uma proposta de nova instrução normativa que estabelece procedimentos e requisitos técnicos para a manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.
A medida faz parte do plano de ação anunciado pela agência no início do mês, com foco em ampliar a fiscalização e reforçar a segurança sanitária no uso desses medicamentos, que ganharam grande popularidade no Brasil.
Entre os principais pontos da proposta estão normas específicas para importação, qualificação de fornecedores, testes de controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), utilizados na produção desses medicamentos.
Os produtos mais conhecidos dessa categoria incluem princípios ativos como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, amplamente utilizados em tratamentos de obesidade e diabetes, sempre mediante prescrição médica.
Combate ao mercado ilegal
Com a alta procura pelas chamadas canetas emagrecedoras, a Anvisa também intensificou as ações de combate ao comércio irregular e à falsificação desses produtos.
Na última semana, o órgão determinou a apreensão e proibição dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, vendidos na internet sem qualquer registro sanitário e produzidos por empresa não identificada.
Segundo a agência, por serem produtos de origem desconhecida, não há garantia sobre composição, eficácia ou segurança, o que representa risco direto à saúde da população.
Grupos de trabalho e parceria com conselhos
Além da nova norma, a Anvisa publicou portarias que instituem dois grupos de trabalho para apoiar a fiscalização e o monitoramento do uso desses medicamentos.
Um dos grupos reúne representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Federal de Odontologia (CFO), com o objetivo de fortalecer o controle sanitário.
Também foi assinada uma carta de intenção entre a Anvisa e os conselhos profissionais da saúde, visando promover o uso racional e seguro das canetas emagrecedoras em todo o país.
Contrabando preocupa autoridades
A preocupação com o mercado clandestino aumentou após a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptar, nesta semana, um ônibus vindo do Paraguai transportando mil frascos de canetas emagrecedoras e anabolizantes, além de outros produtos irregulares.
Um casal foi preso em flagrante por comercialização ilegal dos medicamentos em território nacional.
A Anvisa reforça que medicamentos dessa classe só devem ser adquiridos com receita médica e em estabelecimentos autorizados, alertando para os riscos do uso de produtos falsificados ou manipulados sem autorização.
Fonte: Agência Brasil






